
Omar Aziz (PSD) e Maria do Carmo (PL), candidatos ao Governo do Amazonas, trocaram críticas sobre gestão educacional durante o debate da TV Norte nesta terça-feira (13). O senador citou avaliações do Ministério da Educação (MEC) sobre cursos da Fametro, instituição administrada pela adversária, para questionar sua capacidade de comandar a rede pública estadual.
Segundo Aziz, 19 cursos presenciais da instituição receberam notas 1 e 2 em avaliações de 2023. “A senhora não tem experiência nenhuma administrativa. A senhora mal administra sua universidade”, afirmou. O candidato atribuiu os resultados ao MEC e usou os indicadores como argumento contra a experiência de gestão apresentada por Maria do Carmo.
A candidata contestou a atualidade dos dados e afirmou que a Fametro avançou nas avaliações acadêmicas. Segundo ela, 80% dos cursos têm nota 5 e a instituição possui conceito 4 no Índice Geral de Cursos (IGC) do MEC.
Os números apresentados pelos candidatos se referem a avaliações que precisam ser identificadas por indicador, período e conjunto de cursos para permitir uma comparação direta. As declarações feitas no debate, por si só, não esclarecem essas diferenças.
Aziz também acusou a instituição de instalar estruturas provisórias no interior para receber avaliações do MEC e retirar os equipamentos posteriormente. Maria do Carmo negou a alegação e afirmou que os laboratórios permanecem montados.
“Nós temos todos os laboratórios montados, senão a gente não tinha um reconhecimento”, declarou a candidata.
O confronto se estendeu aos resultados da educação pública. Maria do Carmo citou a 24ª posição do Amazonas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), sem detalhar, nas informações apresentadas, o ano ou a etapa de ensino do ranking. Ela defendeu a ampliação das escolas de tempo integral e a formação dos professores.
“Números não mentem. O que o aluno precisa é sala de aula. Para a sala de aula realmente precisamos de professores bem formados”, afirmou.
Em resposta, Aziz recorreu ao período em que governou o Amazonas, entre 2010 e 2014. Disse ter criado 25 escolas de tempo integral e adotado medidas de valorização dos profissionais da educação, incluindo plano de cargos e carreira e pagamentos adicionais vinculados ao programa Escola de Valor.
“Conseguimos 25 escolas de tempo integral. Eu dei o plano de cargos e carreira, 14º, 15º, 16º salário para escola de valor”, declarou.
Mín. 25° Máx. 36°