
Omar Aziz voltou a dizer que tem mais proximidade com Flávio Bolsonaro do que Professora Maria do Carmo. A repetição, em dois debates do segundo turno, indica que o candidato do PSD quer transformar a convivência de oito anos com o senador no Senado em argumento eleitoral — inclusive diante de uma adversária do mesmo partido de Flávio.
No primeiro debate do segundo turno, realizado pela TV Norte/SBT, em 13 de outubro, Omar afirmou conhecer Flávio melhor do que Maria e citou o período em que os dois atuaram juntos no Senado. Na quinta-feira (22), no debate da Rede Amazônica, retomou a ideia ao rebater a associação de seu nome à proposta de castração química defendida por Flávio.
A fala funciona como um aceno a eleitores que apoiam Flávio para a Presidência, mas não necessariamente transferem esse apoio a Maria do Carmo na disputa estadual. Omar tenta apresentar-se como uma alternativa capaz de dialogar com esse eleitorado, separando o voto presidencial da escolha para o Governo do Amazonas.
É uma estratégia dirigida também a eleitores que não votaram em Maria no primeiro turno e ainda estão indecisos ou resistentes à candidatura dela. Ao reivindicar uma relação política e pessoal mais próxima com Flávio, Omar procura enfraquecer a ideia de que o apoio do candidato do PL à adversária torna Maria a única opção para quem se identifica com o bolsonarismo.
O movimento não significa alinhamento de Omar com Flávio na disputa presidencial — o senador do PSD declarou apoio a Lula. É uma tentativa de explorar a diferença entre preferência nacional e escolha local, num segundo turno em que a campanha busca atrair votos para além de sua base original.
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