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Projeto de Gestão de Tempo implantado no HOL ganha reconhecimento nacional

Instituição da rede pública estadual de saúde foi a única representante da região Norte a apresentar case de sucesso no âmbito do Programa de Desen...

11/07/2024 às 13h56
Por: Bianca Mello Fonte: Secom Pará
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Crédito: Divulgação
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Pesquisadores do Hospital Ophir Loyola (HOL), em Belém, apresentaram projeto de melhoria durante o 9º Fórum Latino-Americano de Qualidade e Segurança na Saúde, promovido pelo Institute for Healthcare Improvement (IHI), em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, no período de 9 a 11 de julho, em São Paulo (SP). A programação aborda o tema “Tecnologia para equidade”, reunindo profissionais, especialistas e entusiastas para explorar o potencial da tecnologia e promover qualidade e equidade nos mais diversos setores da saúde.

A unidade hospitalar foi a única selecionada da região Norte para apresentarcasede sucesso no palco principal do evento, dentre outros 52 projetos de melhoria desenvolvidos no triênio 2021-2023, pelo Hospital Albert Einstein, e que integram o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proai-SUS). Apresentação das ações adotadas no HOL durante o 9º Fórum Latino-Americano de Qualidade e Segurança na Saúde

Estiveram presentes o diretor-geral Jaques Neves; o líder de Projetos, Ivison Carvalho; a enfermeira Gizelle Azevedo e o psicólogo da Unidade de Atendimento Imediato (UAI) e membro do Projeto de Melhoria, Marcelo Seiffert.

Celeridade- “O Hospital é referência para o tratamento de câncer em todas as regiões de saúde do Pará. A doença possui dimensões epidemiológicas, sociais e econômicas, e é considerado um grave problema de saúde pública, por isso buscamos e apoiamos as intervenções que proporcionam uma assistência mais célere e eficaz para os nossos pacientes. Aproveitamos a oportunidade para conhecer os serviços de telemedicina e gestão de cuidado do 'Albert Einstein', com o intuito de trazermos inovações para a instituição”, afirmou o diretor-geral.

Intitulado “Redução do Tempo de Intervenção do Paciente Oncológico a partir do Diagnóstico Inicial”, o trabalho desenvolvido na unidade hospitalar conseguiu demonstrar a redução de 63% do tempo médio da primeira intervenção clínica ou cirúrgica para pacientes com câncer assistidos em quatro especialidades: abdome, mastologia, urologia e ginecologia.

Conforme o líder de Projetos no HOL, enfermeiro Ivison Carvalho, “a iniciativa buscou estratégias para atender os pacientes em conformidade com a Lei nº 12.732/2012, conhecida como Lei dos 60 dias”. Segundo o pesquisador, o primeiro tratamento descrito na legislação consiste na cirurgia de resolução da lesão, tratamento clínico e/ou conservador, terapia adjuvante ou complementar.

“Um estudo foi realizado para o conhecimento das fragilidades do processo, considerando dados de janeiro de 2020 a junho de 2023. Selecionamos as principais especialidades, que são a oncologia abdominal (1.625 casos), mastologia oncológica (1.611 casos), urologia oncológica (1.409 casos) e ginecologia oncológica (1.249 casos), que representam respectivamente 16,76%, 16,62%, 14,54%, e 12,89% dos casos do serviço. Essas especialidades somam 60% de toda demanda oncológica do Hospital”, explicou o enfermeiro. Profissionais que participaram do evento nacional

Plano- A elaboração de um Plano de Ações Estratégicas evidenciou as oportunidades para reduzir o tempo elevado da primeira intervenção. “Criamos um grupo de trabalho multidisciplinar para análise da situação e delinear ações necessárias para otimizar a experiência do paciente. Para tanto, foram implantadas ações, como o ambulatório de estadiamento de casos, conforme classificação de gravidade, para realizarcheck listdos exames e laudos. Também foi terceirizado o serviço de liberação de laudos de imagem e instituídas reuniões diárias nas unidades de internação para tomadas de decisão imediatas”, afirmou Ivison Carvalho.

Outras melhorias foram necessárias, como a centralização do processo de agendamento cirúrgico, com revisão de prioridades de internação no Núcleo Interno de Regulação, a revisão periódica da fila de cirurgias pendentes e o uso dos indicadores Kanban, palavra de origem japonesa que significa “sinalização” ou “cartão", considerando o tempo de espera de cada caso.

“Atualmente, 84% dos pacientes recebem a primeira intervenção dentro dos 60 dias. Esse resultado era de apenas 25% devido à alta demanda. Mas com ações estratégicas realizadas, e a conclusão das reformas da radioterapia e medicina nuclear que estão em curso, conseguiremos otimizar ainda mais o nosso tempo de atendimento”, informou o líder do projeto.

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