
Na parcial da apuração compartilhada às 18h42, Wilson Lima (União Brasil) aparecia em quarto lugar na disputa pelo Senado no Amazonas, com 366.652 votos (11,28%). Com duas vagas em disputa, ele estava fora da zona de eleição e cerca de 439 mil votos atrás de Plínio Valério (PSDB), que ocupava a segunda posição, com 805.430 votos (24,77%). Eduardo Braga (MDB) liderava, seguido por Plínio e Capitão Alberto Neto (PL), que tinha 799.083 votos (24,58%).
A parcial aponta uma derrota de Wilson na disputa, mas a eleição só pode ser considerada oficialmente definida após a conclusão da apuração. Os números ainda podem mudar.
Fora da disputa eleitoral, Wilson responde a uma ação penal no Superior Tribunal de Justiça (STJ) relacionada à compra de 28 respiradores durante a pandemia. A Corte Especial recebeu, em 2021, denúncia do Ministério Público Federal que atribui a ele e a outros investigados suspeitas de irregularidades na contratação, peculato, participação em organização criminosa e embaraço às investigações. O recebimento da denúncia não significa que os acusados sejam culpados.
Se houver condenação, os crimes descritos na denúncia preveem penas de prisão. Entre os limites máximos em abstrato estão cinco anos para a acusação relacionada à dispensa irregular de licitação, seis anos para fraude à licitação, 12 anos para peculato e oito anos para participação em organização criminosa ou embaraço às investigações. A lei prevê aumentos para algumas circunstâncias. Esses limites não podem ser somados como se representassem uma pena certa: o tempo de eventual condenação dependeria do julgamento e da aplicação das regras penais ao caso.
A eventual derrota na eleição não significa, por si só, que Wilson perderá o foro relacionado a esse processo. A ação trata de fatos atribuídos ao período em que ele era governador e tramita no STJ. Em 2025, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o foro por prerrogativa de função pode ser mantido após a saída do cargo quando os crimes imputados teriam sido cometidos durante o mandato e em razão dele. Uma cadeira no Senado também não garantiria imunidade geral contra processos ou prisão.
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